quinta-feira, 14 de abril de 2016

Desimagine e Imagine

Desimagine uma solução comunista, revolucionária, guerrilhas, sentimentos dogmáticos anti-sistema...

Imagine uma PM especializada, capacitada, humanizada; ao mesmo tempo com toda aquela imagem autoritária que ela tem carregada.
Você está ali na rua, voltando de uma festa, foi assaltado, e os ladrões estão ali ao seu lado, andando tranquilamente, fingindo que nada aconteceu e você está ali revoltado acompanhando a cultura deles, a conversa deles, tenta entender quem são essas pessoas.
Estão ali de bicicleta, tem entre 17 e 23 anos, brincam entre si, Escondem sua mochila roubada na bicicleta do outro e faz uma cara de inocente como se não soubesse de nada...



Imagine só: você faz parte da "batida policial". Joga sua toca, casaco, luvas... Tudo no chão... Enquanto isso você percebe que os jovens ao lado durante a batida... são ladrões e estão fazendo ciranda! Um detalhe quase despercebido: os policiais estão mandando cada um fazer uma roda de ciranda com algum ritmo desconhecido. Quem não cruzar as mãos com as pessoas ao lado de tal forma irá se ver com os policiais! Todos fazendo a ciranda corretamente...

Você está lá... tentando entender, ao mesmo tempo que seu único desejo é apontar o causador do crime! Afinal você perdeu uma mochila toda cheia de documentos e etc! Ódio, vontade de punição...

E aquelas pessoas estavam felizes e sem nenhum sentimento de culpa antes da batida policial.
Você não entende onde está, parece uma casa com um quintal grande. Tem sofá, outras pessoas desconhecidas, algumas delas falam que existem PM's disfarçados entre essas. E você vê uma correria, ações, parecem atividades educacionais disfarçadas de mandos policiais. Os ex-ladrões parecem estar bem mergulhos nas dinâmicas. E não é algo que o Alexander DeLarge (protagonista do filme Laranja Mecânica que foi manipulado violentamente para converter de ladrão à cidadão de bem) passou, é algo mútuo. eles querem e estão entretidos nessas dinâmicas.

E você está alí, louco, maluco de não entender nada. - Pois só quando eu acordei eu entendi o significado deste sonho. Daí, eu acho um tênis, rodo a cozinha pra ver que objetos tem lá, procuro objetos que no mínimo compensem minha perda, junto todos num canto e volto para o quintal onde estão as pessoas e começo a investigar por via das pessoas e pergunto pra eles o que está havendo... onde tem um policial que possa me informar o que está havendo e que quero minhas coisas de vola do assalto... Ninguém parece se importar ou apenas estão sendo artificiais na importância da minha pergunta.

Daí você olhou pra rua, e vê um ônibus saindo, te dá um frio na barriga, estão todos lá no ônibus, algumas pessoas que já estavam no quintal da casa sumiram também. Alguns realmente foram para algum lugar que não no ônibus. E muitos estavam lá no ônibus. Você se sente só. Não entendeu o que houve. Foi abandonado. Tirou alguma lição, talvez.

E quando volta o olhar para a casa, logo no quarto da entrada, vê uma criança, que aparenta ser muito madura para a idade. É branca, e parece querer muito que você vá embora, ela foi educada ao mesmo tempo que incisiva. Como se ela soubesse misticamente, que esse é o momento de você ir. Ao passo que uma outra criança, uma menina só olha pra você. Ela aprece que quer jogar videogame. Você não pode discordar disso. É desejo. É a casa dos outros. É uma família autônoma. O vô deles lança um olhar pra você. Você segue em direção a saída. Sem mochila. E te indicam que o ônibus sai de hora em hora. Você sai. Mas você sabe que não é o próximo que você quer, vazio, Você quer os que tem Aquelas pessoas, Aquela gente. Triste fim do sonho. Porém, depois que acordado eu percebi o significado possível deste sonho.

Quero ver o acadêmico ou místico capaz de explicar o que é um sonho.
Haja física quântica ou viagem astral para entender. Mas sei que o conteúdo tem função social. E tem que concretizar muitos Sonhos deste sonho.

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