terça-feira, 9 de abril de 2019

O Militante Ou: A Puta que aceita bitcoin

O Militante Ou: A Puta que aceita bitcoin

Lutou, lutou e lutou; e agora?
Se perdeu. Conquista pobre.
Quem fará grandes conquistas? A História? Mas não somos nós, componentes da história?
Deixa de estória. Não sabemos é de nada. Quando sabemos, sabemos pouco, a ponto de ter qualidade suficiente para apenas ser usado. Talvez seja melhor ser usado em troca de bitcoins.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Vinte e um barra zero dois barra dezoito

Uma vez eu posicionei de um lado um arquétipo anarquista e do outro a justiça. Foda-se! Isso já tem quase 5 anos. Foi algo espontâneo. Tava atoa hoje pensando coisas durante exercícios de Ioga e lembrei disso. Pô, ontem foi o trâmite do Congresso Nacional sobre o Decreto presidencial da intervenção federal: estou bombardeado de política. Tudo está e pode acontecer nos País - de mais de 200 mi de pessoas - que vivo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Só sei que

Só sei que:

1) Quem não segue princípios (seja ele bom ou ruim) é engolido pelos que tem

2) Não adianta ter capacidade se não tiver sorte

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jogo da divergencia Política popular

Bom dia professor.

Eu percebo uma cobranca muito forte de um grupo para outro. Lembro que entre 2011 e 2013 a esquerda se incomodava muito com essa cobranca vinda da populacão (Ex.: Porque não lutam contra os corruptos em vez de lutar por centavos das passagens?). O jogo inventeu. Agora a esquerda quer dar direcionamento para os "paneleiros" (estereotipo)(Ex.: Porque não falam nada diante da morosidade da Lava Jato?).

Domingo marcaram protesto (contra o autoritarismo do Legislativo). Dessa vez podia haver menos cobranca e mais dialogo e pragmatismo (quiçá suprapartidarismo). Depois que o Brasil se dividiu em 2013 (não foi apenas em 2014/12) muita gente gostou e se divertiu em rotular coxinha Vs Manifestantes reais. Temos que fazer autocritica o tempo inteiro

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Conto - Quem é esse ser humano? (Vinícius Mendonça)

“é um animal mamífero, bípede, que se distingue dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como a galinha principalmente por duas características: o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. O telencéfalo altamente desenvolvido permite aos seres humanos armazenar informações, relacioná-las, processá-las e entendê-las. O polegar opositor permite aos seres humanos o movimento de pinça dos dedos o que, por sua vez, permite a manipulação de precisão…”

 – Meu filho vem comer! A atenção no notebook é interrompida na hora do almoço.
 – Peraí mãe!  – Grita Vanderson tentando entender porque o vídeo fala de forma tão técnica “polegar opositor”  – Tô vendo um vídeo aqui. Tô innnndo!
 – Vai esfriar! – Reclama a mãe
– Nossa! Todo dia isso! – Em pensamento, reclama Vanderson.
Mas vai, e segue e se enche de comida. Um dia ele valorizará a comidinha da mamãe. Essa é a rotina de Vanderson, universitário de esquerda, o tradicional revoltadinho de internet. Sua vida permeia entre posts, memes, intrigas online, reuniões de movimentos sociais nos bares da classe média alta, e entusiasmo contra tudo que for “conservador” e “capitalista”. Xerox, textos, reclamação de professores em meio aos corredores da Universidade, sexo, ônibus, protestos, estágio, álcool, visita em bancas de revista. Só isso… mas ele mesmo não sabe, mas o smartfone e os dados 3g estão presentes em 101% de sua vida.
Sua rotina mudou um pouquinho quando ele viu um cartaz colado na pracinha em que ele joga Pokémon Go, e finge que não joga, joga disfarçadamente nesta praça. Avista um cartaz com a ponta dobrada, meio rasgada: INSCREVA SEU CONTO PARA CONCORRER À UM INGRESSO PARA A CAMPUS PARTY BR 10 EM SÃO PAULO NO ANHEMBI!
Vanderson continua militante, de esquerda, pegador de ônibus. Estudando, estagiando e com o seu telencéfalo desenvolvido e polegar opositor… Mas gradativamente se percebe menos partícipe de sua rotina tradicional. Estava tão conectado à ideia de ir à Campus Party, que se via em Vlogs sobre literatura e dicas sobre. E escrevendo rascunhos de madrugada após chegar da universidade à noite.

“Anarchy for the U.K.
It's coming sometime and maybe
I give a wrong time, stop a traffic line
Your future dream is a shopping scheme
'Cause I wanna be anarchy
In the city
How many ways
To get what you want
I use the best, I use the rest
I use the enemy, I use anarchy”

Vanderson ouvindo Sex Pistols no fone de ouvido e ao mesmo tempo pensando enquanto escreve – Poxa, eu podia colocar nesse conto alguma coisa ligada ao anarquismo! Ficaria foda! Nossa, quantos Johnny Rotten’s temos hoje no Brasil? A galera aqui no Espírito Santo é muito conservadora!
E escreve na introdução do conto uma adaptação:

“Isso é o PMDB? ou
É a CBF. ou
É o FMI?
Eu pensei que fosse a América Latina!
Ou apenas um outro País colonizado
Outra propriedade dos EUA”

Tá ficando massa! – Resmunga baixinho com voz desafinada em frente ao notebook, às 00:14h. Parece que a voz costuma arranhar sempre que ele vara algumas horas na frente desse feixe de luz dentro do seu quarto escuro enquanto ele digita preocupado de não acordar ninguém da casa. Mas não são raros os momentos em que sua mãe acorda entre 2 e 3 horas da madrugada pra fazer xixi e encher o filho de perguntas que o cansam.
Vanderson acorda 11:02h.
Sua mãe saiu cedo pra trabalhar e ele acorda com corpo mole por ter ido dormir tarde e com fome. Em vez de fazer almoço ou comprar marmitex, opta por ir na padaria quase ao meio dia. Pega o celular, smartfone, põe no bolso, chave e cartão de crédito e vai pra rua.
No caminho avista um andarilho – o que é comum no seu bairro pois a renda per capta ali é alta, muita gente dá aquela “ajudinha” pros mendigos – e recai em devaneios. Fica viajando, pensando de como o capitalismo leva o homem a essa condição. Lembra-se também da época em que ia em manifestações nas ruas e conseguiu dar umas marmitex para alguns andarilhos e lembra do churrasco da greve do sindicato que ele convidou um andarilho na rua pra comer lá. Causou naquele dia! Mostrou a contradição do movimento grevista! Até que chega no meio do caminho, na praça. Dá um tempo ali, já que ali tem wifi pública disponível e de graça. Pega uns Pokémons e disfarça um pouco pra não parecer que é um nerd igual aos outros 45 humanos que estão ali jogando enfileirados na sombra das árvores da praça. Aí que um menino aparece ao sei lado, respiração asmática, que pergunta: – Moço, você viu um Licktung por aí? Vanderson: – Não! – Com voz assertiva e esnobe (que nada mais que era uma insegurança momentânea para não parecer um humano igual a esse).
E o menino sai. E volta a procurar o Pokémon raro. Vanderson lembra de que a palavra Licktung é um termo da Filosofia heideggeriana, que significa “clareamento”. Acha engraçada a coincidência. Seriam os criadores do jogo manipuladores e fizeram isso tudo pensado? Vanderson pensa alto consigo: – Ah, enfim… tô sem bateria praticamente. Tenho que comer e partir pro estágio.
Após ir na padaria, comer, tomar seu banho, dá uma pausa pra defecar. Não podia esquecer do smartfone, claro. Entra num aplicativo de relacionamento. Consegue terminar de combinar uns possíveis encontros pro final de semana. São mulheres lindas, mas tem medo de ser apenas na foto. Mas… pensa que o que vier é lucro.
Já no estágio, consegue dar aquela fugidinha, considerando que seus coordenadores são displicentes quanto à cobrança do estagiário em seu serviço. Vanderson aproveita a wifi do local pra dar uma olhadinha no conto e continuar escrevendo já que havia feito umas anotações de ideias que poderia incluir no texto. As ideias em tópicos estavam assim:
“ideias conto”. “evangélica alheia a tecnologia atual e convive com filho que tem amigos que vivem falando de jogos”. “pai bebendo cerveja trocando de canal. Pula um programa que tem o denuncia de Dilma na ONU do Snowden”.
Reflete sobre a evangélica e lembra do carinha da biologia que tem uma mãe conservadora. Uma boa inspiração. Daí continua a mergulhar no texto e a escrever...
Vanderson cria um conto logo abaixo da frase inspirada pela letra da música dos Pistols, nonde há o Pai bebendo cerveja na copa do apartamento. Nesta cena há uma troca de canais sequencial. Em meio a essa troca, se passa num programa de notícias, a fala de Dilma na Assembléia Geral da ONU sobre o caso da denúncia de Snowden. Mas o filho interrompe e o pai troca de canal quando o filho pede choramingando pra colocar no Discovery Kids. O filho é indagado pela mãe porque ainda não tomou banho pra ir pra escola. E a mãe dá um jeito nisso tudo e aproveita estes 2 segundos pra visualizar a decadência corriqueira do marido.
Teddy segue com sua mãe pra escola de carro. Observa o movimento pela janela do carona. Vê, durante o sinal fechado, a situação daquela pracinha do bairro, cheio de pessoas.
Vanderson adianta um final, um grand finale, para seu conto. Mesmo que não tenha sequer completado o início e iniciado o meio. No meio, um rascunho: “Pelos smartfones, as pessoas na praça jogam, matam carência (depressão), vendem, compram, se informam...”. E no final, fechar com alguma coisa espantosa, e que dê uma curiosidade para o leitor: “e a evangélica avista um adolescente próximo à porta dos fundos e a janela com o cômodo com a luz ligada. O rapaz está apontando a câmera do celular para a porta e para a janela aleatoriamente”. E o texto, na sequência do meio e o fim fica assim:

“Tem um grupo de 34 pessoas de pé jogando nos seus celulares. Estão em meio aos famintos humanos. Os famintos estão ali próximos a alguns andarilhos. Estes se deliciam das porções de comida que lhe foram doadas. São 102 famintos com sua família. Esses três grupos não disputam território. Parece que há uma espécie de sinergia. A comida é escassa. A wifi é escassa. Há inclusive um reservatório nos chamando “supermercados” e nos tais “apartamentos”. Os usuários de smartfones também conseguem utilizar internet fora da praça que tem wifi. É incrível! Quando eu chego em casa pra descansar finalmente… Eu estou fazendo várias coisas e tem 23 abas no navegador. No Facebook tem gente postando vídeos e fotos do protesto “Fora Temer”. Tem a favor do impeachtment postando fotos de viajem ao sul do Brasil. Tem curtidas de prêmio de melhor empresa, denúncia sobre pornografia e violência, tem teaser de filme. Isso é na minha timeline, desconheço as outras... Me esqueço de que deveria ter comprado um suco e mais alguma coisa pra comer, já que não farei janta. Vou rapidamente na praça e compro as coisas que faltavam. Na volta, observo de longe os fundos de uma casa com um menino procurando Pokémons, mas a dona da casa que está chegando devagar não parece perceber isso. Dá pra ouvir o grito de longe quando os dois se avistam de perto: QUE DIABÉISS MENINO? (Que diabos é isso?).
Narrativa: O sistema te manipula, não à opressão neoliberal!”

Vanderson ri baixo depois que escreve isso. Pega o ônibus de volta pra casa, já que nesta noite não haverá aula devido a um protesto que terá do sindicato da Universidade. Do caminho do estágio até sua casa, parece que passam 4 minutos, devido a cabeça estar cheia de ideias pra escrever o conto, e o caminho dura mais de meia hora na verdade.
Entra em casa, mija sentado, dá uma limpa nas atualizações do Whatsapp e Facebook, se satisfaz, dá descarga e rapidamente corre pra sentar na cadeira de frente ao Notebook que estava apenas em Standby.
Lembra que precisa estudar pra fazer o artigo da aula de Estética II. Vai ser na próxima semana. Depois percebe que será em 4 dias na verdade. Na próxima sexta-feira.
Texto na tela do notebook:

“Quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo;
quando qualquer acontecimento em qualquer lugar e a qualquer tempo se tiver tornado acessível com rapidez;
quando se puder assistir em tempo real a um atentado no ocidente e a um concerto sinfônico no Oriente;
quando tempo significar apenas rapidez online;
quando o tempo, como história, houver desaparecido da existência de todos os povos, quando um desportista ou artista de mercado valer como grande homem de um povo; quando as cifras em milhões significarem triunfo...”

Será que vale de algo ler isso no Wikipédia pra prova? Vai ajudar em nada! Aff…
Sem ler o restante do texto, que está ainda na tela do notebook, enquanto Vanderson se pega imerso e entretido no grupo de Whatsapp da sala:

“– então, justamente então — reviverão como fantasma as perguntas: para quê? Para onde? E agora? A decadência dos povos já terá ido tão longe, que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… Decadência. Essa constatação nada tem a ver com pessimismo cultural, nem tampouco, com otimismo… O obscurecimento do mundo, a destruição da terra, a massificação do homem, a suspeita odiosa contra tudo que é criador e livre, já atingiu tais dimensões, que categorias tão pueris, como pessimismo e otimismo, já haverão de ter se tornado ridículas”.

“Alemanha, Introdução à Metafísica. Martin Heidegger em 1953”.
Quem é esse humano? O Heidegger não. O Vanderson...

Roteiro - Virtualis (Vinícius Mendonça)

Título: Um dia virtual

Ideia/Plot
A rotina em vários ambientes sociais que retratam e expõem o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação na cultura e na política.

Personagens
Tobias é Pai de Hélio, tradicionalmente alheio à relações afetivas com sua família. Bebe cerveja na sala vendo TV sempre após o trabalho.
Hélio, filho de Tobias, 9 anos, é uma criança surpreendentemente saudável que vive numa família com problemas de convivência em casa.
Heloísa é mãe de Hélio, pessoa equilibrada, centrada no futuro do Filho

João Neto é ativista social, mestrando em educação. Está sempre motivado em novos projetos sociais e culturais
Jonattas tem 13 anos, é inteligente apesar de não explorar suas capacidades devido às crises familiriares que interferem em sua rotina. Transfere aos jogos os seus problemas mal resolvidos.

Cremilda é evangélica, moradora de bairro humilde e pouco acesso à escolarização
Patrício é morador de bairro nobre, 19 anos, universitário do primeiro período de Serviço Social

Storyline
Tobias, pai de Hélio, leva uma vida morosa e não percebe que está inserido numa política e intervenção empresarial em sua rotina. João Neto, ativista social traduz esse novo formato social de maneira mais propositiva possível e conhece Jonattas, menino com potencial artístico – apesar dos problemas de convivência. Noutra cena, passa-se por Cremilda e Patrício, pessoas comuns que vão demonstrando como essas novas tecnologias podem ser tanto indiferentes como influentes.


Sinopse
Uma família que não percebe que está imersa num cenário global de interferência no seu modo de ser e agir por meio das forças de grupos políticos e empresariais. O comportamento de um cidadão específico também é influenciado por isto, mas desta vez é graça a um universitário ativista que determinara os rumos de Jonattas, um menino com problemas de convivência. Numa terceira cena paralela, passa-se por pessoas comuns que vão se chocando com o impacto diverso que as novas tecnologias são capazes de causar. O que pode-se esperar de tudo isso?

Argumento


Escaleta
CENA 1 – noite – interna – copa do apartamento
Inquieto no chão da copa e se pendurando por detrás do sofá e resmungando com o pai, Hélio se incomoda com o que se passa na Televisão. O pai, mais preocupado com os goles da cerveja e em zapear os canais sem parar. No fundo da cena passa sobre a ONU, em meio a troca de canais, que dispersa a notícia. Mãe de Hélio o avisa que está chegando a hora de dormir.
(NARRADOR)

CENA 2 – noite – interna – quarto de Hélio
Hélio cai no sono, pois mal percebeu o quão cansado seu corpo estava depois de tanta atividade.
CENA 3 – manhã – externo – rua
Acordado por sua mãe, a cena se passa num carro em que a mãe utiliza GPS no carro para levar o filho no primeiro dia de aula, levando-se em conta que a mãe, é detalhista e um pouco atrapalhada pra dirigir. O relógio do carro marca 6:46 da manhã.
CENA 4 – manhã – interno – sala da casa
6:46 da manhã marcando no desktop da sala, “Clique para confirmar inscrição de conto”. Jonatas se inscreve apressado num concurso literário online. Ele visualiza para reafirmar o compromisso do recado que os pais deixaram avisando que voltarão de viajem só após 2 dias. Jonattas se apressa para a escola.
CENA 5 – manhã – externo – rua
Caminha em direção a escola durante 10 minutos muito entretido em jogos e redes sociais em seu smartfone.
CENA 6 – manhã – interno – escola
Já na sala de aula. Chega com dois minutos de atraso com seus colegas fazendo chacota por ele ser nerd e ficar só jogando. Ele não se importa porque tem convicção do que faz.
CENA 7 – manhã – interno – casa
Relógio apontando para 7:14, Cremilda gritando do próprio quarto mandando o filho levar fruta para o trabalho e não voltar tarde da universidade. Cremilda se dispersa da fala com Patrício para cantar seu louvor matinal para depois ir para igreja cedo para ajudar na obra. Enquanto isso Patrício em meio ao vai e vem entre o corredor da casa e o seu quarto fica ansioso sobre quais textos da faculdade deve levar na mesma mochila de seu trabalho.
CENA 8 – manhã – externo – saída da casa
Patrício segue em direção e aguarda o ônibus da firma próximo a saída da casa em meio a muitos pensamentos.
CENA 9 – manhã – interno – carro
Relógio aponta para 11:07 e rádio passando notícias sobre caso Snowden mas Heloísa prefere músicas calmas. Enquanto isso o carro vai chegando próximo a Escola de seu filho.
CENA 10 – manhã – interno –corredor da escola
Hélio não conversa com ninguém, mas arrisca flertar sua colega de sala entre a sala e o corredor da escola. Percebe-se como a timidez o prejudica.
CENA 11 – manhã – externo – pátio da saída
Hélio segue fuçando seu smartfone fazendo de tudo e o mundo inteiro passa em sua volta sem ele perceber aparentemente
CENA 12 – manhã – interno – carro
Hélio entra no carro da mãe que o beija e pergunta como foi a escola.

CENA 13 – manhã – interno – carro
Jonattas chegando começa a abrir seu e-mail

CENA 14 – manhã – externo – entrada da casa
Jonattas chegando abre seu e-mail e le o e-mail de recepção de inscrição do conto.

CENA 15 – tarde – externo – rua
De bicicleta seguindo para a ONG, o celular de João Neto vibra e ele fica feliz de ter mais um inscrito em seu concurso

CENA 16 – tarde – externo – parte externa da ONG
João Neto continua a pregar cartazes nas ONGS

CENA 17 – tarde – interno – ONG
Na ONG, João Neto começa a analisar os textos no notebook coletivo e fica surpreso com a idade do inscrito

CENA 18 – tarde – interno – copa do trabalho
Patrício faz seu almoço rápido

CENA 19 – tarde – interno – empresa
Patrício continua a trabalhar

CENA 20 – anoitecer – externo – rua
Patrício corre para a Faculdade

CENA 21 – tarde – interno – quarto
Hélio fica em seu quarto lendo quadrinhos enquantos seus pais discutem

CENA 22 – tarde – interno – sala
A discussão começa a apaziguar quando Heloísa dis que isso pode influenciar negativamente seu filho

CENA 23 – tarde – externo – ONG
João Neto Sai da ONG

CENA 24 – tarde – interno – quarto
Jonattas abandona por um tempo o smartfone e escreve algumas poesias sobre sua paquera secreta

CENA 25 – tarde – interno – quarto
Jonattas fica um tempo refletindo e volta sua atenção aos jogos no smartfone

CENA 26 – noite – interno – Universidade
Na Faculdade Patrício fica triste por perceber que seus colegas de sala não tem nada a ver com sua personalidade
Cena 27 – noite – externo – rua
Ele volta pra casa e encontra sua mãe no caminho com suas colegas de igreja

Cena 28 – noite – externo – praça
Sua mãe despede delas e não entende porque tem tanta gente na praça

Cena 29 – noite – interno – casa
Hélio se pega cochilando a tardezinha

Cena 30 – noite – interno – casa
Os pais se pegam num ignorando o outro, o pai vendo TV (desfecho da NSA). E a mãe resolvendo problemas do seu empreendimento de costura.

Cena 31 – noite – externo – universidade
João Neto encontra uma galera no caminho no centro de vivência da universidade

Cena 32 – noite – externo – padaria
Jonattas vai na padaria comprar pão pra casa enquanto fica pensativo quanto dinheiro pode gastar até a chegada dos pais

Cena 33 – noite – externo – rua
Cremilda sai de casa pra ir a igreja

Cena 34 – noite – interno – quarto
Patrício segue cansado voltando do trabalho e cai na cama, exausto.
(NARRADOR)

CENA 35 – noite – interno – cama no quarto
Hélio, Jonattas, Patrício fechando os olhos e o narrador fechando com fala sobre como estamos alheios e frase de Heidegger no final.
(NARRADOR)

Cena –36 noite – interno – sala
TV ligada nas 3 cenas passando o Jornal da Noite a mesma notícia sobre a represália de hackers e o motivo mais ou menos claro do porque disso

Cena 37 – noite – externo – próximo a janela
Cremilda percebe um som estranho da janela, vai abrir e ve um garoto de 10 anos apaentemente tirando fotos através da janela (jogando pokemon). Cremilda diz: “que diabéisso?”

Cena 38 – Música no final



Roteiro Literário
CENA 1 – noite – interna – copa do apartamento
HÉLIO:
(APREENSIVO)
- Pai quero ver desenho
TOBIAS:
(IMPACIENTE)
Apenas troca de canais
HELOÍSA:
(PREOCUPADA)
- Filho, hora de deitar!

CENA 2 – noite – interna – quarto de Hélio
HÉLIO:
(SONO)
Segue pra cama deitar
CENA 3 – manhã – externo – rua
HELOÍSA:
(PREOCUPADA)
Fuça o GPS do Celular no painel do carro
HÉLIO:
(ACORDANDO)
Entretido nas coisas da rua
CENA 4 – manhã – interno – sala da casa
JONATTAS
(ANIMADO E PRESSA)
Manuseia o computador
CENA 5 – manhã – externo – rua
JONATTAS
(PRESSA E DISTRAÍDO)
Manuseia o Smartfone
CENA 6 – manhã – interno – escola
JONATTAS
(DISTRAÍDO)
Manuseia o Smartfone
CENA 7 – manhã – interno – casa
CREMILDA
- Leve fruta pro trabalho Patrício!
PATRICIO
(PREOCUPADO)
Manuseia seus papéis, vaie volta pro corredor 3 vezes.
CENA 8 – manhã – externo – saída da casa
PATRICIO
(PRESSA)
Segue em direção e aguarda o ônibus
CENA 9 – manhã – interno – carro
HELOISA
(CURIOSA)
Seleciona músicas
CENA 10 – manhã – interno –corredor da escola
HELIO
(ENTRETIDO)
Manuseia o smartfone

CENA 11 – manhã – externo – pátio da saída
HELIO
(ENTRETIDO)
Manuseia o smartfone
CENA 12 – manhã – interno – carro
HELIO
(ENTRETIDO)
Manuseia o smartfone
HELOISA
(Feliz)
- Como foi a Escola meu filho?
HELIO
(INDIFERENTE)
- Legal, mãe

CENA 13 – manhã – interno – carro
JONATTAS
(ANISOSO)
Abre email

CENA 14 – manhã – externo – entrada da casa
JONATTAS
(FELIZ)
- Opa… aprovado!

CENA 15 – tarde – externo – rua
JOÃO NETO
(DESENGONÇADO)
Visualiza o celular e continua de bicicleta


CENA 16 – tarde – externo – parte externa da ONG
JOÃO NETO
(ANIMADO)
Prega cartazes

CENA 17 – tarde – interno – ONG
JOÃO NETO
(SURPRESO)
Analisar os textos no notebook

CENA 18 – tarde – interno – copa do trabalho
PATRÍCIO
(NORMAL)
Requenta comida

CENA 19 – tarde – interno – empresa
PATRÍCIO
(APÁTICO)
Continua a trabalhar

CENA 20 – anoitecer – externo – rua
PATRÍCIO
(PRESSA E APÁTICO)
Corre para a Faculdade

CENA 21 – tarde – interno – quarto
HELIO
(ENTRETIDO)
Lendo quadrinhos
HELOÍSA E TOBIAS
(ESTRESSADOS)
Discutem alto

CENA 22 – tarde – interno – sala
HELOÍSA E TOBIAS
(ESTRESSADOS)
Abaixam o tom de voz

CENA 23 – tarde – externo – ONG
JOÃO NETO
(CANSADO)
Sai da ONG

CENA 24 – tarde – interno – quarto
JONATTAS
(PENSATIVO)
Escreve poesias

CENA 25 – tarde – interno – quarto
JONATTAS
(PENSATIVO)
Refletindo e volta sua atenção ao martfone

CENA 26 – noite – interno – Universidade
PATRÍCIO
(DESANIMADO DISFARÇADO)
Observa colegas [primeira pessoa]

Cena 27 – noite – externo – rua
PATRÍCIO
(CANSADO)
Caminha e visualiza sua mãe de longe e acena pra ela
Cena 28 – noite – externo – praça
CREMILDA
(EM TOM DE DESPEDIDA)
- Tchau Maria, paz do senhor

Cena 29 – noite – interno – casa
HELIO
(CANSADO)
Cochilando

Cena 30 – noite – interno – casa
HELOÍSA E TOBIAS
(ESTRESSADOS E CANSADOS)
Silêncio profundo e som dos objetos manuseados. Som da TV.

Cena 31 – noite – externo – universidade
JOÃO NETO
(EMPOLGADO)
- E aí molecada? Estudar ninguém quer né?

Colega 1
(IRONICO)
- Falou o cara dos Projetos, não faz nada da vida

JOÃO NETO
(EMPOLGADO)
- Tá rolando um concurso irado de literatura. Estamos encontrando vários tipos de escritores. Hoje mesmo uma pessoa de uns 13 anos me enviou um texto interessante. Vamos descobrir muito talento, o foda é que aqui no estado é dificil

Colega 1
(ATENCIOSO)
- Muito bom neto, espero que dessa vez você ganhe algo com isso de verdade, você já tá no mestrado e tá vivendo só da bolsa ainda...

JOÃO NETO
(DESAPONTADO)
- Relaxa, dê tempo ao tempo, to indo ali cara, até mais!


Cena 32 – noite – externo – padaria
JONATTAS
(CANSADO)
V
ai na padaria comprar pão

Cena 33 – noite – externo – rua
CREMILDA
(CONVICTA)
Vai pra igreja

Cena 34 – noite – interno – quarto
PATRÍCIO
(CANSADO)
Deita e reclama da correria do seu dia

NARRADOR
- Parece até que todos são um só, num piscar de olhos, fecham os olhos todos ao como que ao mesmo tempo

CENA 35 – noite – interno – cama no quarto
Hélio, Jonattas, Patrício fechando os olhos e o narrador fechando com fala sobre como estamos alheios e frase de Heidegger no final.
NARRADOR
- Lembrei de uma frase maluca de heidegger, nossa que Dejavu

Cena 36 -
TELEVISÃO
- Mais uma vez um grupo de hackers dão pane no sistema bancário online e vamos seguindo a entrevista com o especialista… [fade out]

Cena 37 – noite – externo – próximo a janela
Cremilda percebe um som estranho da janela, vai abrir e ve um garoto de 10 anos apaentemente tirando fotos através da janela (jogando pokemon). Cremilda diz: “que diabéisso?”

Cena 37 – Música no final


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Mentor Neto 31 de agosto às 16:02

A fala de Dilma - das 15:30 do dia em que foi impichada - é o melhor retrato da retórica que a destruiu.

Arrogante. Intransigente. Despida de qualquer humildade.

Ao não reconhecer a decisão soberana do STF, do Senado e da Câmaram e por mais que se defenda a Democracia e o Estado de Direito, Dilma tinha a obrigação de - finalmente - reconhecer a importância das ferramentas da Justiça.

O impeachment foi uma decisão colegiada. Da maioria.

Discutida e votada pelos representantes do povo.

Com o aval da corte suprema do país (boa parte dela indicada pelo PT).

Gente eleita com a mesma legitimidade que ela.

Cada voto, cada discurso, foi suportado pelos votos de milhões de brasileiros e, por isso, a decisão é soberana e deve ser respeitada.

Nós, brasileiros, devemos ser respeitados.

Dizer que era golpe, até ontem, era uma aceitável e saudável discussão.

Insistir nessa narrativa é contrariar uma decisão soberana, republicana, validada por dois poderes.

Dilma não reconhece nada. Nem seu veredito, nem suas culpas, nem seu destino.

Não reconhecendo a decisão do STF, do Senado e da Câmara dá um claro exemplo da postura que a desconectou do legislativo. A postura que a derrubou.

Como se isso não fosse suficiente, ainda acusa a decisão de ser misógina, preconceituosa e racista.

Dilma sai da presidência entra para a história com um discurso vergonhoso e indigno do cargo que ocupou.

Perdeu a oportunidade de um gesto grandioso para unir o país. Perdeu a chance de reconhecer seus erros. Perdeu a chance de iniciar um movimento de conciliação nacional.

Um discurso de alguém tomado pela paixão. Ou pela dor.

Lamentável.

O fato é que não foi um golpe. E acabou.

Podemos finalmente seguir em frente.

Fora Temer.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Rascunho de Roteiro de "Virtualis"

DETALHES DE PERSONAGENS E CONTEXTOS:

Contexto 1 PERSPECTIVA DO IGNORANTE
(PER PRINCIPAL)Ignorante ao jogo que começa a curtir "que porra é essa?"

Contexto 2 TRAMA DIFERENCIADA
(PER)Ativista potencial empreendedor
(PER)Magrelo branco espinhento primeiro periodo na universidade que se inscreve no concurso literario

Contexto 3 POLITICA
(PER)Cidadãos que assistem noticia no jornal (Denuncia na ONU, Marco Civil, Racismo, Pedofilia, Lei Dieckman...)
(PER)Lula, Dilma X (PER)Julian Assange e Edward Snowden

ROTEIRO:

Início:

 - Alguem vendo na TV e trocando de canal, gritando com o filho.
Iniciar com Snowden falando da constituiçlão americana (Intro Contexto 3) -

*** Fase de Heidegger * (OBS.: Em alemão. Dublado em portugês. Sem legenda) ***

(Fade-in 39 segundos Apagar)
"Quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo; quando qualquer acontecimento em qualquer lugar e a qualquer tempo se tiver tornado acessível com rapidez; quando se puder assistir em tempo real a um atentado no ocidente e a um concerto sinfônico no Oriente; quando tempo significar apenas rapidez online; quando o tempo, como história, houver desaparecido da existência de todos os povos, quando um desportista ou artista de mercado valer como grande homem de um povo; quando as cifras em milhões significarem triunfo,
– então, justamente então — reviverão como fantasma as perguntas: para quê? Para onde? E agora? A decadência dos povos já terá ido tão longe, que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… "

 - Iniciar com um pokemon na tela e depois convertido na tela do cel. (Intro Contexto 1) -

(Surgir 4 segundos Fade-out)
"Decadência."

(Surgir 15 segundos Fade-out)
"Essa constatação nada tem a ver com pessimismo cultural, nem tampouco, com otimismo… O obscurecimento do mundo, a destruição da terra, a massificação do homem, a suspeita odiosa contra tudo que é criador e livre, já atingiu tais dimensões, que categorias tão pueris, como pessimismo e otimismo, já haverão de ter se tornado ridículas."

(Surgir 8 segundos Fade-out - entrada da CENA1)
"– Martin Heidegger, (1889-1976), em Introdução à Metafísica."

CENA1
 - Iniciar com "click" em inscrever conto (Intro Contexto 2) -

CENA 2(...) - Concatenar CONTEXTO 1, 2 E 3
 - Enredo 15 minutos -

FECHAMENTO
 - (PER)Fechamento com evangelica pobre "que diabo é issi" -

*** Frase "AFK" do documentario do Pirate Bay ***