A fala de Dilma - das 15:30 do dia em que foi impichada - é o melhor retrato da retórica que a destruiu.
Arrogante. Intransigente. Despida de qualquer humildade.
Ao não reconhecer a decisão soberana do STF, do Senado e da Câmaram e por mais que se defenda a Democracia e o Estado de Direito, Dilma tinha a obrigação de - finalmente - reconhecer a importância das ferramentas da Justiça.
O impeachment foi uma decisão colegiada. Da maioria.
Discutida e votada pelos representantes do povo.
Com o aval da corte suprema do país (boa parte dela indicada pelo PT).
Gente eleita com a mesma legitimidade que ela.
Cada voto, cada discurso, foi suportado pelos votos de milhões de brasileiros e, por isso, a decisão é soberana e deve ser respeitada.
Nós, brasileiros, devemos ser respeitados.
Dizer que era golpe, até ontem, era uma aceitável e saudável discussão.
Insistir nessa narrativa é contrariar uma decisão soberana, republicana, validada por dois poderes.
Dilma não reconhece nada. Nem seu veredito, nem suas culpas, nem seu destino.
Não reconhecendo a decisão do STF, do Senado e da Câmara dá um claro exemplo da postura que a desconectou do legislativo. A postura que a derrubou.
Como se isso não fosse suficiente, ainda acusa a decisão de ser misógina, preconceituosa e racista.
Dilma sai da presidência entra para a história com um discurso vergonhoso e indigno do cargo que ocupou.
Perdeu a oportunidade de um gesto grandioso para unir o país. Perdeu a chance de reconhecer seus erros. Perdeu a chance de iniciar um movimento de conciliação nacional.
Um discurso de alguém tomado pela paixão. Ou pela dor.
Lamentável.
O fato é que não foi um golpe. E acabou.
Podemos finalmente seguir em frente.
Fora Temer.
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