quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pós modernidade e aceitabilidade/legitimidade de verdades: A vulnerabilidade, pretensões de verdades e militância (mesmo que não declarada)

A pós modernidade, a modernidade tardia, a revolução industrial, a noção de verdade após a repercussão de Nietzsche em âmbitos de pensadores que tem atualmente credibilidade, a questão da contingência de Richard Rorty... O mundo Globalizado e após isso a globalização tardia com a internet, e hoje temos contato com a facebookização das relações (debate, intolerância, debates rasos e rápidos e muita convenciabilidade para imergir em guetos culturais: ativismos, militâncias, identificação com consumo de certas informações, etc); este mundo é difícil de entender, então só porque vivemos este momento, mas porque nossa geração ela é o auge da apreensão de dados históricos passados, e também é o auge, até então, de apreensão de dados presentes (que, talvez só agencias de inteligência e de marketing de iniciativas privadas são capaz) e também de patentear-los (lembro do caso do Twitter ter cedido as informações dos usuários para Biblioteca Pública).


Como o título sugere, veio a mim um devaneio: Qual a facilidade que um Acadêmico tem hoje em dia em convencer o público leigo para uma linha de pensamento individual, ou melhor: pretensão?

Cada vez maior. A pós modernidade é uma bola de neve. Se, primeiramente temos o racionalismo da modernidade que destrincha o que o espírito revolucionário da época almeja com seu "relativismo iluminista"¹, imagine a empreitada para os entusiastas do não-dogmatismo teriam de enfrentar para o caso de hoje (2015) esteremos em meio ao caos (isso lembra muito o prefácio de Kant que pretende enfrentar os dogmatismos, na CRP). Em segundo lugar temos Nietzsche. Não o vejo como um problema - se assim não considerarmos um problema Hitler quando produziu os Hitlerdistas atuais. Nietzsche "produziu" uma massa de intelectuais cada vez mais legitimados por essa massa absorta na falta de chão. Existe um embate invisível entre os meios intelectuais dos detentores de verdade e os relativizadores, e existem grupos extremos de ambos os lados, mas também mediadores. Onde estão os mediadores? Normal, é assim mesmo... A luta dos extremos sempre oculta os que estão em meio ao jogo da Hybris (Heráclito).



É interessante como o nosso Zeitgeist (Hegel) esconde tanta coisa. Graças à História temos a possibilidade de não mergulhar em dogmas. O problema é a convicção, o dogma, a verdade pretensiosa, o valor forte: A convicção é inimigo mais perigoso da verdade que a pró­pria mentira. (Nietzsche). O autor dessa frase é o autor deste problema. É a maior gafe que um Filósofo faz. É comum.

¹ - O iluminismo não pode estar isento de pretensão do seu espírito do tempo: Progressismo, Capitalismo, Fomento de Tecnologia, inexistência do discurso socialista de Frankfurt. Enfrentou dogmas mas funda convicções que pode dar consequência em dogmas no âmbito cultural e talvez teórico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário